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04/03/2016

Tortilha de batata - 2

A minha filha perguntou se eu lhe preparava alguma coisa de comer, para levar para a escola, pois iam ter uma espécie de refeição partilhada, em que cada um deveria levar a sua comida, mas que pudesse ser dividida com outros.
 
Havia croquetes congelados prontos a fritar, feitos por mim 4 dias antes, com um resto de carne de vaca guisada. Nesse dia servi alguns ao jantar, a menina tinha gostou muito e até ficou algo surpreendida com a qualidade desses croquetes .
Aí acrescentei uma linha aos direitos humanos dos meus filhos:

- o direito a comer croquetes bem feitos, como a minha mãe fazia para mim.

Ela disse logo que sim, e depois de falarmos sobre o que mais ela podia levar, que fosse fácil de partilhar, e não implicasse talheres etc. chegámos a acordo sobre tortilha de batata com presunto.

Após de ter escrito o texto anterior sobre as tortilhas, de ter andado a ver as fotografias de belos e menos belos exemplares e ter pensado um pouco sobre o tema, fiz a tortilha com uma pequena alteração:

Comecei por cozer a cebola em azeite, para ela amolecer sem ganhar cor, e  ao mesmo   aromatizar o azeite. Retirei e escorri a cebola, e no mesmo azeite, cozi a batata. Tanto a cebola como a batata ficaram cozidos e não fritas, e o sabor que a cebola largou no aziete foi mais absorvido pela batata do que na versão que eu antes descrevi. O resto foi feito da mesma forma e o resultado foi um sucesso.

A tortilha, fria e partida em quadrados foi apreciada e louvada pela minha filha, que orgulhosamente me repetiu os elogios recebidos.  E desta vez não se esqueceu de dizer que gosta muito das coisas que eu preparo.

Se calhar os elogios racionados funcionam melhor!



11/10/2015

Ideias durante a semana que passou - chamuças, croquetes e uma farofa


A minha filha queria chamuças e falou em ir a uma pastelaria, comprar aquela coisa sem graça que lá se vende,  e a que chamam chamuças.

Eu disse-lhe o que penso sobre esses pastéis, que normalmente têm um invólucro mole e por dentro são demasiado amarelos, demasiado moídos e sem sabor. 
A minha alternativa era fazer as chamuças, mas não me apetecia ir ao Martim Moniz, apenas para comprar a massa e assim, fiz pastéís de massa tenra, com recheio de chamuças.

Ela adorou e esqueceu a pastelaria. Agora vamos aguardar pela próxima visita ao Aziz para ela se regalar.




Depois, continuiei nas variações e fiz croquetes de raia alhada. Cozi a raia como sempre, em água com cebola, alho, louro, sal e pimenta. Na mesma água cozi duas batatas que depois esmaguei.


Levei ao lume uma frigideira com 4 colheres de sopa de azeite e 3 dentes de alho picados. Com o lume baixo, deixei que o alho fosse cozinhando no azeite e fui deitando colheres de caldo de cozer a raia para evitar que o alho fritasse. Depois de apagar o lume,  juntei uma mão-cheia de coentros picados e com a varinha mágica desfiz tudo.


Às batatas esmagadas, juntei a raia, limpa de peles e espinhas, e o puré de alhos e coentros. Misturei tudo  e acabei com mais coentros frescos picados.
Deixei a mistura arrefecer durante umas horas no frigorífico e depois segui o processo normal dos croquetes. Rolar, passar na farinha, depois por ovo batido e por fim em pão ralado, antes de fritar. É uma boa ideia, que para a próxima tem de levar mais raia.   

Para o almoço de hoje havia uma feijoada simples, com couve, carne de porco e chouriço de carne.  Nada mais do que comida boa e simples, com o arroz solto a acompanhar e para animar o prato, pensei que seria bom uma farofinha, coisa pouco portuguesa, mas que eu e a mais nova apreciamos.

Foi assim que nasceu a farofa de farinheira, que não sei se já existia, mas é uma excelente ideia.

Levei ao lume uma frigideira com um fio de azeite e 5 rodelas de farinheira, sem pele e desmanchada.
Com o lume muito fraco, a farinheira foi soltando gordura e fritando lentamente. Juntei um dente de alho picado e pouco depois um copo cheio de farinha de mandioca.
Com muita paciência, fui misturando a farinha que começou a ganhar cor e a incorporar toda a gordura. Depois de tostada a farinha apaguei o lume e quando chegou a hora do almoço, a farofa foi para a mesa sem comentários. 
No final, depois de ambos termos comido e repetido, perguntei à princesa se sabia de que era a farofa.
Quando lhe contei, ela comentou: mas eu não gosto de farinheira!

E serviu-se de mais um pouco de farofa já sem feijão, só por gulodice